"MEMENTO, HOMO, QUIS PULUIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS."


"Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar."


TEMÁTICA

Espaço destinado a apresentação da arte tumular e histórica contidas no Cemitério São Paulo, sem qualquer conotação religiosa doutrinária.

ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de artistas famosos. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história. Este espaço destacará as obras contidas nos cemitério São Paulo, que abrigam uma infinidade de esculturas e obras arquitetônicas, que sem sombras de dúvidas, representam um museu a céu aberto, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério , a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.

MÚSICA SITE

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7 de dez. de 2009

ALFREDO OLIANI - Obra: Triste separação - Arte Tumular- 04 - Cemitério São Paulo, São Paulo


Vista frontal direita

Vista frontal

Vista frontal esquerda

Detalhe da mão do morto

Detalhe da cabeça
ARTE TUMULAR
Complexo escultórico em granito negro polido em três níveis e estatuárias em bronze. O cenáculo principal são três figuras masculinas seminuas, onde a figura cenrtral sentada, com uma das pernas totalmente flexionada, enquanto a outra apoiada na base como procurando forças, segura nas costas com grande esforço o morto. A outra figura, num nível mais baixo na base tumular, com a cabeça virada, como se quisesse comunicar-se com o companheiro e ajoelhado sobre as pernas, segura e tenta erguer as pernas do morto. A figura representando o morto, apresenta-se estirado sobre os dois com os braços soltos para baixo, sendo que a sua mão direita está sobre a perna de quem o sustenta, com a palma da mão virada para cima. (lembrando uma pietà). A esquerda, uma figura feminina, completa o com junto escultórico. Jogada sobre o degrau inferior, com a cabeça apoiada sobre o braço esquerdo, chora o doloroso momento da triste separação. O braço direito mantém esticado com a mão elevada, como se quisesse tocar a mão do morto
TÍTULO DA OBRA: Triste separação
Fotos: commons.wikipedia.org
Descrição tumular:HRubiales


PERSONAGEM
Alfredo Oliani (São Paulo, 1906-São Paulo ,1988), foi um grande escultor brasileiro.
Morreu aos 82 anos de idade.
BIOGRAFIA
Filho de italianos, nascido em São Paulo, em 1906, e aqui falecido em 1988, tinha como características de suas obras, várias das quais localizadas ali no Cemitério São Paulo, a sensualidade e a beleza femininas e o nu, como neste conjunto do sepulcro dos Cantarella. Estudara aqui mesmo, na Academia de Belas-Artes de São Paulo, com Nicola Rollo, que também deixou nos cemitérios paulistanos obras emblemáticas, como Orfeu e Eurídice, no Cemitério da Consolação, a celebração da imortalidade do amor do casal mítico. Foi aluno, ainda, de Amadeu Zani, autor do Monumento á Fundação de São Paulo, no Pátio do Colégio, e do conjunto escultórico em memória de Giuseppe Verdi, no Vale do Anhangabaú. Na Itália, na Academia de Belas-Artes de Florença, estudou com Giuseppe Grazziosi, fotógrafo, pintor e escultor, que recebera influencias de Rodin.

6 de dez. de 2009

ANTONIO CANTARELLA - Obra: Último Adeus - Arte Tumular - 01 - Cemitério São Paulo, São Paulo






ARTE TUMULAR
Conjunto escultórico , em mármore e bronze. Sobre uma base tumular de mármore negro, com a frase “ÚLTIMO ADEUS” esculpida na base, ergue-se uma escultura em bronze de tamanho natural.
Retrata o delicado e profundo beijo de um casal deitado. O homem apresenta-se nu, com a perna direita totalmente flexionada e a outra estirada, envolve com os seus braços e ao mesmo tempo segura com as duas mãos a cabeça da mulher deitada, coberta apenas com uma fina vestes. Datada da metade da segunda metade do século XX, trata-se de uma obra em que por meio dessa expressão de carinho, materialização da intimidade entre o casal, e do tratamento visivelmente apaixonado da figura masculina com relação à feminina. Pode-se dizer que a essência da escultura traduz o sentido da eternidade de um momento, o amor. A obra trata da relação de oposição entre a vida e a morte, sendo a vida representada pela escultura e a morte, pela laje tumular que a sustenta. O túmulo foi construído como se fosse um altar, pois para se chegar próximo à escultura, deve-se subir três degraus que a cercam. Desse modo, ao subir os degraus, tem-se uma aproximação da vida, representada pela escultura, por sua realidade, sensualidade e o beijo. A figurativização da obra traduz a idéia de transcendência , invocando o sentido de perenidade do sentimento amoroso, a medida em que este ultrapassa a transitoriedade da vida. O interessante é que ao distanciar-se, descendo os degraus, mantendo-se o plano do solo, parece que se desce do céu, do absoluto e aproxima-se da terra, do efêmero e, portanto da morte. `´E o que o artista quis transmitir nesse magnífico trabalho.
TÍTULO DA OBRA: Último Adeus
AUTOR
Alfredo Oliani (São Paulo, 1906-São Paulo ,1988), filho de italianos, nascido em São Paulo, em 1906, e aqui falecido em 1988, tinha como características de suas obras, várias das quais localizadas ali no Cemitério São Paulo, a sensualidade e a beleza femininas e o nu, como neste conjunto do sepulcro dos Cantarella. Estudara aqui mesmo, na Academia de Belas-Artes de São Paulo, com Nicola Rollo, que também deixou nos cemitérios paulistanos obras emblemáticas, como Orfeu e Eurídice, no Cemitério da Consolação, a celebração da imortalidade do amor do casal mítico.Foi aluno, ainda, de Amadeu Zani, autor do Monumento á Fundação de São Paulo, no Pátio do Colégio, e do conjunto escultórico em memória de Giuseppe Verdi, no Vale do Anhangabaú. Na Itália, na Academia de Belas-Artes de Florença, estudou com Giuseppe Grazziosi, fotógrafo, pintor e escultor, que recebera influencias de Rodin..
LOCAL:  Quadra 4, Terrenos 1 e 3, a direita de quem entra pelo portão principal. Ver no mapa corresponde a letra "C" em amarelo.
Fonte: Denise Crispim de Souza e José de Souza Martins
Fotos: Wikipédia e Debora Atuy
Formatação, pesquisa e descrição tumular:Helio Rubiales
LOCALIZAÇÃO


PERSONAGEM
Antonio Cantarella