"MEMENTO, HOMO, QUIS PULUIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS."


"Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar."


TEMÁTICA

Espaço destinado a apresentação da arte tumular e histórica contidas no Cemitério São Paulo, sem qualquer conotação religiosa doutrinária.

ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de artistas famosos. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história. Este espaço destacará as obras contidas nos cemitério São Paulo, que abrigam uma infinidade de esculturas e obras arquitetônicas, que sem sombras de dúvidas, representam um museu a céu aberto, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério , a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.

MÚSICA SITE

6 de nov de 2013

MAUSOLÉU DO ATOR - Arte Tumular - 024 - Cemitério São Paulo, S.Paulo


ARTE TUMULAR
Base tumular em granito natural, tendo na cabeceira tumular uma construção, também em granito, com destaque na parte central de um palco esculpido em concreto com a cortina fechada representando o final. Encimando o monumento o nome "Mausoléu do Ator"
Local: Cemitério São Paulo, S.Paulo
           Quadra 12, Terreno 17 (Corresponde a letra "E" no mapa
Autor: Antônio Del Debbio
Foto: L.S.Macedo
Link da foto: http://www.panoramio.com/photo/81517788
Descrição tumular: Helio Rubiales
LOCALIZAÇÃO

PEDRO OLIVEIRA FREIRE ' Família - Arte Tumular - 023 - Cemitério São Paulo, S.Paulo


ARTE TUMULAR
Base tumular em granito escuro polido com um tampo central e porta e entrada para o túmulo e base larais inclinadas. Na cabeceira tumular ergue-se uma construção em granito (lápide) com a placa em bronze do nome da família. Na frente dessa base ergue-se uma escultura em mámore branco de um anjinho alado, fazxendo reverencia e olhando para o túmulo.
Local: Cemitério   São Paulo, S.Paulo
Fotografo L.S.Macedo
Link da foto: http://www.panoramio.com/photo/81517251
Descrição tumular: Helio Rubiales

PERSONAGEM
Família Pedro Oliveira Freire

RAIOLA ' Família - Arte Tumular - 021 - Cemitério São Paulo, São Paulo


ARTE TUMULAR
Base tumular em granito e estatuário em bronze. Base tumular em granito polido marrom onde se destaca na parte frontal uma porta de bronze que dá acesso ao túmulo. Sobre a base em primeiro plano um vaso longo de bronze, que significa o vaso vazio, isto é, a separação do corpo da alma. Na cabeceira tumular uma grande base de granito bruto em arco forma o portal, o umbral do desconhecido. Destaca-se uma escultura em bronze de Jesus Cristo coberto por um manto na soleira do portal em bronze ricamente trabalhado.Com a cabeça ligeiramente curvada para o túmulo, com uma das mãos bate na porta para  a transição e recebimento do morto, enquanto com a outra mão aponta para o mesmo

Local : Cemitério São Paulo, S.Paulo
Foto:L.S.MACEDO
Link da foto: http://www.panoramio.com/photo/81517320

PERSONAGEM
Família Raiola

JORGE MUACCAD ' Família - Arte Tumular - 020 - Cemitério São Paulo


ARTE TUMULAR
Base tumular em granito marrom  em três níveis com estatuário em bronze. No nível central onde encontra-se a porta que dá acesso ao túmulo, destaca-se uma escultura em bronze de uma figura feminina, com vestimentas longas, tendo em uma das mãos rosas representando a pureza e o forte afeto familiar. A outra mão  aberta para a frente em direção ao túmulo, representa que há uma recompensa, é a confirmação da vida após a morte e um momento e reflexão. Pela placa de bronze no nível lateral percebe-se que que a pessoa representada é uma mãe. Do lado esquerdo um grande vaso de bronze, que deveria estar vazio, cuja representação e a separação do corpo da alma.. Encimando todo o conjunto duas colunas quadradas suportam  um frontão que tem como destaque com letras em bronze o nome da família.. As duas colunas representam o portal da transição.
Local: Cemitério São Paulo, São Paulo
Foto: L.S.Macedo
Link da foto: http://www.panoramio.com/photo/81516972

Descrição tumular: Helio Rubiales

ROVERI ' Família - Arte Tumular - 019 - Cemitério São Paulo, São Paulo


ARTE TUMULAR
Base tumular em granito escuro polido e estatuário em bronze. Base de linhas retas tendo na parte frontal a porta que dá acesso ao túmulo. Na cabeceira tumular destacam-se três cruzes latinas representando a crucificação de Cristo, com o nome da família em bronze. Na base inferior dessas cruzes , sobre uma base retangular destaca-se uma escultura em bronze representando a "Pietà", Cristo nos braços de sua mãe logo após a descida da cruz. Na parte frontal dessa base, destaca-se um disco com a efigie em relevo de Guilherme Roveri, acompanhado com uma placa, também em bronze, com o seu7 nome e datas.

Local: Cemitério Sção Paulo, São Paulo
Foto:L.S.Macedo
Link da foto: http://www.panoramio.com/photo/81516885
Descrição tumular: Helio Rubiales

5 de nov de 2013

MENINA IZILDINHA - Arte Tumular - 40 - Cemitério São Paulo, São Paulo



ARTE TUMULAR
Base tumular em granito natural tendo na parte frontal a porta que dá acesso ao túmulo. Na cabeceira tumular, base em formato triangular com o nome da família em bronze. Na lateral esquerda uma foto emoldurada em bronze da menina Izildinha. O seu corpo não se encontra mais sepultado nesse túmulo, ficou apenas alguns anos e foi transferido para a cidade de Monte Alto onde se encontra atualmente.
Foto: L.S.Macedo
Link da foto: http://www.panoramio.com/photo/81518359
Descrição tumular: Helio Rubiales

PERSONAGEM
Maria Izilda de Castro Ribeiro (Póvoa de Lanhoso, 1897 — Guimarães, 1911), mais conhecida como a Menina Izildinha, o Anjo do Senhor, foi uma menina a quem se atribuíram milagres e curas, até mesmo depois de morta.
Morreu aos 13 anos de idade.

HISTÓRIA
O mito começou a consolidar-se em 1950, quando um dos irmãos de Izildinha, Constantino de Castro Ribeiro, resolveu vir para o Brasil. Na mudança, trouxe o corpo de sua irmã. A exumação produziu espanto. Conta a lenda que, quase 40 anos depois da morte, o corpo de Izildinha estava intacto, coberto de flores ainda viçosas. Ao chegar no Brasil, ele se instalou na cidade de São Paulo, onde o culto teve início. O túmulo no Cemitério São Paulo, tornou-se ponto de peregrinação e centenas de graças lhe foram atribuídas. Constantino, era o irmão da “santa”, e obteve muito lucro com a veneração. Em 1958, já se tornara um negociante, com título de comendador. A partir daí resolveu transferir Izildinha para Monte Alto. Planejava abrir nesta cidade uma indústria de alimentos. A cidade recebeu-o com entusiasmo. Com o dinheiro arrecadado no lugar, ergueu-se um mausoléu. A comunidade portuguesa da região foi além: doou a Constantino terrenos para sua indústria. O culto a Izildinha se expandiu. Na década de 60, o mito tornou-se alvo de disputa judicial. Depois de se desfazer da fábrica em Monte Alto, Constantino tentou remover a santinha da cidade. Queria trazê-la de volta para São Paulo. O impasse foi resolvido em 6 de maio de 1964, pelo Tribunal de Alçada. O corpo foi incorporado ao patrimônio de Monte Alto. Magoado, o comendador nunca mais voltou à cidade. Ele está enterrado no cemitério São Paulo, no jazigo que mandara construir especialmente para a irmã famosa. Izildinha não é reconhecida pela Igreja, nem os devotos parecem preocupados com isso. O mausoléu não atrai as multidões dos anos 60, mas ainda fica repleto em meados de junho, quando se comemora o aniversário da menina.  Mas a lenda do corpo intacto resiste. Luís Antônio Guimarães, ex-administrador do mausoléu, conta que abriu o caixão há dez anos para executar alguns reparos. “O corpo continua lá, perfeito”, garante, com olhos de assombro.
MORTE
Maria Izilda de Castro Ribeiro morreu de leucemia em 1911, com 13 anos de idade, na cidade portuguesa de Guimarães.
Fonte:
 pt.wikipedia.org
http://www.minhaprece.com/menina-izildinha/histria-da-menina-izildinha/
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales